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Opinião: Guns atrasa, deixa público na chuva e transforma encerramento em festa

Por ANDRÉ NADDEO, enviado especial ao Rock in Rio

RIO DE JANEIRO - Não é por acaso que o homem que manda no Rock in Rio, Roberto Medina, diz que “fica sempre de olho nele”. Axl Rose provou no encerramento do Rock in Rio 2011, mesmo visivelmente fora de forma (não estamos falando apenas fisicamente) porque continua sendo um dos artistas mais improváveis da cena musical mundial.

Afinal, que outro artista perderia um voo fretado para o Rio de Janeiro, causaria boatos de cancelamento, atrasaria o show em 1h30 (deixando os fãs esperando na chuva), confundiria toda a imprensa com um set list de 36 músicas, das quais apenas 21 foram executadas, em ordem completamente diferente da divulgada, aliás, e, por fim, daria adeus às 5h05 da manhã? Isto é Axl Rose, este é o Guns N´Roses. Todo mundo já sabia disso.

O fato é que, alheio a todas estas polêmicas de atrasos, boatos e repertório fora de ordem, o fã da banda californiana formada nos anos 80 que veio à Cidade do Rock para matar as saudades do Guns N´Roses, mesmo com a chuva que castigou toda a apresentação, deixou o festival satisfeito com um apanhado de grandes sucessos da carreira do grupo.

Não ficou faltando nada: “Sweet Child O´Mine”, “November Rain”, “Paradise City” (mais uma vez a música de encerramento do show), e até mesmo a longa e saudosa “Estranged”, que não costuma constar no repertório da banda, estiveram presentes na apresentação mais longa da quarta edição brasileira do festival – com direito ainda a trechos solos de todos os integrantes.

O show
Com seu tradicional chapéu, além de uma capa de chuva no estilo fiscal de trânsito, toda amarela, Axl Rose subiu ao palco Mundo às 2h46 já de segunda-feira para sua quarta participação à frente dos Guns N´Roses no Rock in Rio (três edições brasileiras e uma européia). E a exemplo de suas apresentações no Brasil ano passado, o Guns deu o pontapé inicial com “Chinese Democracy” – do disco auto-intitulado, que demorou uma década para ficar pronto – seguida por “Welcome To The Jungle”, clássica de “Appetite For Destruction”, o primeiro sucesso comercial do disco mais bem sucedido do grupo.

Do mesmo disco veio “It´s So Easy”, emendada em “Mr. Brownstone”, músicas que compuseram o primeiro single dos californianos, lançado lá atrás, em 1987, antes mesmo de Appetite impressionar a crítica e o mundo da música. De “Sorry”, voltando ao “Chinese Democracy”, e passando por um solo do guitarrista Richard Fortus, chegamos a célebre “Live and Let Die” – também marcante na voz de Axl em sua já veterana versão de Paul McCartney.

Não demorou muito o grande momento apoteótico do Guns neste Rock in Rio Rio: após “Rocket” e “This I Love”, o competente DJ Ashba, que teima em ser igual a Slash, no estilo e figurino, empunhou sua guitarra para o solo inicial e marcante de “Sweet Child O´Mine”. Seria “chover no molhado”, sem trocadilhos, dizer que a plateia foi ao delírio. Ainda mais pela sequência da apresentação: “Estranged”, de Use Your Ilusion, é daquelas músicas longas que não apareciam no repertório de Axl há um bom tempo.

Mauricio Santana/Grudaemmim

Mauricio Santana/Grudaemmim

O guitarrista DJ Ashba em ação: solos perfeitos em "Sweet Child O´Mine"